Camundongos do biotério da Iquego são utilizados como cobaias para a titulação de anticorpos
A Indústria QuÃmica do Estado de Goiás S/A (Iquego) terá à sua disposição um total de R$ 4,993 milhões, frutos de convênios firmados com o Ministério da Saúde (MS), para investimento em reformas e readequações de seus prédios e para a otimização de seus equipamentos, de forma que estes funcionem conforme determina a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ao todo, são seis convênios, sendo o maior deles, de R$ 2,764 milhões, para a reforma e readequação dos almoxarifados de matéria-prima, embalagens e produtos acabados. Desse total, R$ 276 mil sairão dos cofres da Iquego.
O outro convênio, que monta R$ 1,107 milhão, será para a reforma e a readequação do laboratório de produção de plasma, localizado na Fazenda Vargem Bonita, em Senador Canedo.
A intenção é modernizar o atual laboratório e adequá-lo à s normas sanitárias para a produção do plasma, matéria-prima para a fabricação dos soros antiofÃdico e antirrábico. Atualmente, a Iquego é a maior produtora de plasma da América Latina.
O terceiro convênio, no valor de R$ 500 mil, pretende reformar e readequar o biotério que a Iquego mantém no Campus II da Universidade Federal de Goiás (UFG). Do valor total contratado em convênio, a Iquego dará uma contrapartida de 10%.
O biotério é composto por um plantel de 2,6 mil camundongos, utilizados como cobaias para o teste de titulação de anticorpos do plasma hiperimune. Ele também é utilizado para a detecção da raiva, doença que não tem cura e cujo diagnóstico só é possÃvel com a utilização dos camundongos.
Os outros convênios celebrados com o governo federal somam R$ 621.450,00, com contrapartida de 10% da Iquego em todos eles. Um dos convênios visa contratar serviço técnico especializado para qualificar insumos farmacêuticos, o outro vai buscar experts para qualificar os equipamentos da área de produção e o último terá seus recursos canalizados para a manutenção da Farmácia Popular do Brasil (FPB), mantida pela Iquego, no Bairro Capuava, e que atende a cerca de 50 mil pessoas por ano em Goiânia.
(Adalberto Araújo)